domingo, 5 de outubro de 2014

04 - Obrigatoriedade do Dízimo na vida do Cristão

Qual dos apóstolos encentivou o pagamento de Dízimo? Em que livro do Novo Testamento isso está registrado?

No contexto “da graça”, não! Digo: depois que a Graça de Deus entrou em vigor, não mais existe essa ordenança, assim, ninguém é obrigado a fazer! O que existe são distorções das Escrituras por pessoas sem escrúpulos e que querem explorar o povo que não gosta de ler a bíblia.

Primeiro devemos entender que a graça, a nova aliança, só entrou em vigor na cruz, e não no nascimento de Cristo como muitos pensam. Assim creio porque: Cristo foi circuncidado; os pais de Cristo o levaram ao Templo para apresentar como era de costume; apresentaram também sacrifícios para purificação (dois pombinhos); Jesus mandou que um ex-leproso apresentasse um sacrifício no templo conforme ordenara Moisés… enfim, são muitos exemplos.



E o exemplo de Jesus dizendo aos fariseus para não esquecerem do dízimo em Mateus 23 é o mais usado pelos defensores da “lei mosaica”. O fato é que o nosso Senhor viveu debaixo da lei, e foi o único a cumpri-la inteiramente, perfeitamente, pois, só Ele mesmo seria capaz de tal proeza.

Quem conhece o que é um “TESTAMENTO”, entende com facilidade quando falo que só na cruz a graça vigorou. Também quem ler a cartas de Paulo atentamente percebe isso. Claro, quem sai catando pedacinhos, aqui e ali… vai sempre correr o risco de deitar “vinho novo” em odres velhos.

Devemos ter muito cuidado ao ler as Escrituras, pois, no texto de Lucas 18, quem saiu justificado, não o dizimista fariseu, foi o publicano pecador! Presta atenção irmão!

Já Hebreus, é a carta que fica mais evidente em toda a Escritura que não se deve dizimar, pela fragilidade do rito, pela inutilidade, diz o autor:

E, por assim dizer, por meio de Abraão, até Levi, que recebe dízimos, pagou dízimos. Porque ainda ele estava nos lombos de seu pai quando Melquisedeque lhe saiu ao encontro. De sorte que, se a perfeição fosse pelo sacerdócio levítico (porque sob ele o povo recebeu a lei), que necessidade havia logo de que outro sacerdote se levantasse, segundo a ordem de Melquisedeque, e não fosse chamado segundo a ordem de Arão? Porque, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também MUDANÇA DE LEI. Porque aquele de quem estas coisas se dizem pertence a outra tribo, da qual NINGUÉM SERVIU AO ALTAR, Visto ser manifesto que nosso Senhor procedeu de Judá, e concernente a essa tribo NUNCA Moisés FALOU de SACERDÓCIO.
E muito mais manifesto é ainda, se à semelhança de Melquisedeque se levantar outro sacerdote, Que não foi feito segundo a lei do mandamento carnal, mas segundo a virtude da vida incorruptível. Hebreus 7:9-16
Porque o precedente mandamento é ABROGADO por causa da sua FRAQUEZA e INUTILIDADE (Pois a lei nenhuma coisa aperfeiçoou) e desta sorte é introduzida uma melhor esperança, pela qual chegamos a Deus. Hebreus 7:18-19

Jesus é o nosso fiador, e Paulo nos exorta: a ninguém devais coisa alguma a não ser o amor!

A igreja primitiva não dizimou, Jesus não mandou cristãos convertidos a Ele dizimarem, muito menos Paulo – o maior pregador da graça.

O que existia era coletas, para ajudar os necessitados, e isso não acontecia nem durante as reuniões, para não atrapalhar a mensagem, nem perder tempo falando de dinheiro, nem assustar (escandalizar) os que iam ouvir a mensagem convidados.

Isso tudo é enganação, quem quer ajudar, deve sim ofertar com o coração voluntário, sem interesse de ser abençoado, sem barganha, sem trocadilhos com o Senhor. 

E a melhor oferta, é aquela dada a quem precisa e com um coração alegre, e não aquela dada para enriquecer alguém ou para ser próspero.


Deus vos abençoem queridos, vamos ler a Bíblia povo de Deus!

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