6. A PRESIDÊNCIA DO ESPÍRITO SANTO
Outra verdade vital que toda assembléia local é obrigada a manter e praticar é a presidência do Espírito Santo (Jo 14:16,26). Isso significa que o Espírito Santo é o Representante de Cristo na igreja sobre a terra. Ele é o Único a Quem deve ser permitido liderar o povo de Deus em oração, louvor e adoração. Ele deve ter liberdade para falar através de servos de Sua própria escolha de acordo com as necessidades espirituais do povo de Deus.
Outra verdade vital que toda assembléia local é obrigada a manter e praticar é a presidência do Espírito Santo (Jo 14:16,26). Isso significa que o Espírito Santo é o Representante de Cristo na igreja sobre a terra. Ele é o Único a Quem deve ser permitido liderar o povo de Deus em oração, louvor e adoração. Ele deve ter liberdade para falar através de servos de Sua própria escolha de acordo com as necessidades espirituais do povo de Deus.
Em 1Co 14:26, temos um quadro da reunião da igreja primitiva na qual havia esta liberdade do Espírito. “Que fazer, pois, irmãos? Quando vos congregais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para a edificação”. Quando o Espírito é deste modo livre para conduzir, haverá espontaneidade em ensinar, pregar, adorar e interceder.
A maioria de nós percebe que o ministério do Espírito Santo tem sido grandemente extinto pela introdução do ritual e da liturgia. O uso de orações impressas, de mensagens estereotipadas para certos dias do “calendário da igreja”, de uma ordem prescrita para a reunião que deve ser seguida sem se desviar – estas coisas agrilhoa o Espírito Santo na reunião da igreja local. Mas devemos nos guardar contra as formas mais sutis de agrilhoa-Lo. Por exemplo, devemos nos guardar contra regulamentos artificiais em nossas reuniões de comunhão. Em alguns lugares, há uma lei tradicional que não deve haver ministração antes do partir do pão. Ou que a reunião não deve passar de um certo horário. Ou que na adoração não devemos discorrer longamente sobre nossos pecados ou indignidades. Ou que devemos nos sentar ou levantar quando oramos ou cantamos. Todas estas regras agrilhoam o espírito da adoração espontânea e nos conduz ao formalismo.
Muitas vezes fazemos de um homem um ofensor por uma palavra. Talvez um novo crente expresse seu agradecimento a Deus por ter morrido por ele. Ele deve ser repreendido por isso? Todos nós sabemos que Deus, o Pai nunca morreu. E sem dúvida o novo crente também o sabe. Mas em sua própria consciência de tomar parte publicamente, ele está apto para se expressar pobremente. Deveria ele ser envergonhado por seu primeiro ato de fraqueza na adoração pública? Não é melhor ouvir seu pensamento sincero de adoração
defeituosa do que não ouvi-lo?
Falando de uma maneira geral cremos que o Espírito Santo guiará a adoração do Seu povo ao longo de um certo tema. Mas suponha que um irmão proponha um hino que parece ser um tanto sem conexão com este tema. Ele deve ser por isso impedido? Não é melhor cantar o hino e orar para que ele amadureça suficientemente para discernir o tema da reunião, então o fará sem perder nada da sua simpatia e afeição pelo Senhor?
Isso nos faz lembrar de um certo pregador a quem foi perguntado: “O que você faria se algum irmão propusesse um hino que obviamente não estivesse no Espírito?” Ele respondeu: “Eu o cantaria no Espírito”.
Ainda que busquemos dar ao Espírito Santo Seu próprio lugar na assembléia, tomemos cuidado com as regras que O agrilhoam e que matam a espontaneidade e a adoração não afetada.
Ao que devemos ser leais
W. Macdonaldi
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