
Primeiro ele disse: "Sacrifícios, ofertas, holocaustos e ofertas pelo pecado não quiseste, nem deles te agradaste" ( os quais eram feitos conforme a Lei ). Então acrescentou: "Aqui estou; vim para fazer a tua vontade". Ele cancela o primeiro para estabelecer o segundo. Pelo cumprimento dessa vontade fomos santificados, por meio do sacrifício do corpo de Jesus Cristo, oferecido uma vez por todas. Hebreus 10:8-10.
Acho incrível como alguns aqui no Brasil, para não dizer a maioria da liderança à frente de uma instituição religiosa, usam partes das Escrituras para impor suas vontades aos lombos dos digamos assim, leigos bíblicos. E mais incrível ainda é como as pessoas são acomodadas, preferindo comer comida enlatada o tempo todo, ao invés de prepararem na simplicidade de suas casas e na presença de Deus, seu próprio alimento... Puro, muito mais saudável, genuíno, orientado pelo Espírito Santo e digerido no corpo e na alma.
O escritor aos Hebreus fala, em todos os sentidos, da transição da velha aliança para a nova; ele apresenta resumidamente o que era, e já não é mais, o que é de fato o nosso tempo e ainda apresenta características de como será amanhã. O grande problema é que as pessoas não leem, ou os poucos que leem não entendem, por achar que epígrafe, capítulos e versículos também são Escrituras acabam perdendo a noção da totalidade e adotam a decoreba de trechos minúsculos chamados versículos - que infelizmente na maior parte das vezes são textos fora do contexto - em outras palavras, pretexto para heresias.
Vamos ver alguns tipos de ofertas que vigoravam na época na Lei Mosaica e tentar entendê-las:
Oferta alçada: Se você ouvir por aí alguém pedindo essa oferta lembre-se da melhor parte de um animal, que geralmente é o peito ou a coxa; na lei essas partes deveriam ser dadas aos sacerdotes levita (Êxodo 29:27).
Oferta de ação de graças: Sendo uma variante da oferta pacífica, essa oferta manifestava gratidão a Deus por livrar das aflições, por curar as doenças, por responder à oração ou por alguma outra benção recebida (Levítico 7.12).
Oferta de manjares: Descrita em Levítico capítulo 2 e capítulo 6, versos 14 a 23, o cerimonial respectivo a essa oferta compunha-se de farinha fina, em que se deitava sal, e era amassada com azeite e incenso, mas sem fermento, sendo isto geralmente acompanhado de uma oferta de vinho. Uma porção dessa massa, incluindo todo o incenso, devia ser queimada sobre o altar como ‘porção memorial’, o resto pertencia ao sacerdote, mas as ofertas de manjares dos próprios sacerdotes deviam ser inteiramente queimadas. Era reconhecida a soberania e a benignidade de Deus, dedicando-se-lhe o melhor dos Seus dons: a farinha, como principal sustento da vida – o azeite, como símbolo de riqueza – e o vinho como símbolo do vigor e da recreação (Salmos 104.15). A ausência de fermento e a presença de sal significavam pureza – o incenso santificava aquele especial serviço a Deus. A oferta de manjares fazia parte de várias outras cerimônias, sendo algumas delas de uma importância ainda mais profunda.
Oferta movida: eram aquelas porções dos sacrifícios que eram movidas na direção do altar em vez de serem queimadas, e que depois eram comidas pelos sacerdotes e pelo oferente. Esta oferta era agitada pelo oferente, da direita para a esquerda, e era movida para cima e para baixo (ver Êxodo 29, Levítico 7 e Números 18).
Oferta pacífica: Para manifestar gratidão a Deus, o adorador sacrificava no altar um animal sem defeito. Uma parte dele era queimada, e outra parte era comida pelo adorador, simbolizando paz e comunhão com Deus (Levítico 3).
Oferta pela culpa: absolvia o ofertante nos casos em que se fazia necessária a restituição – furto ou fraude, por exemplo. Oferecia-se um carneiro (nenhum substituto era aceito), e a restituição completa, acrescida de 20%, devia ser paga, satisfazendo tanto a Deus quanto a pessoa lesada. Somente as ofertas pela culpa aliviavam a consciência pesada, pois faziam restituição pelo pecado.
Oferta pelo pecado: Sacrifícios de sangue exigido no Antigo Testamento no caso de pecados não-intencionais (Levítico 4). As ofertas pelos pecados eram realizadas a favor de toda a congregação, em todos os dias de festa, sobretudo no Dia da Expiação, sendo ainda estipuladas em vários casos ofertas individuais, os quais exigissem uma pena pelos pecados.
O assunto não esgota aqui, existem outros tipos de ofertas e sacrifícios, muitos outros... Se tiver interesse recomendo uma boa leitura em Levítico, mas, não se assuste... Tudo isso foi cravado na cruz!
Só para refrescar a memória: na descrição dos Evangelhos, vigora a Lei de Moisés... Do nascimento de Cristo a sua crucificação ainda é lei, é uma época de transição mas que a lei vigora com toda a sua força... Inclusive, o próprio Cristo cumpriu-a, ordenou a um curado de lepra que a guardasse (Lucas 5:13-14), alertou aos fariseus que não a omitissem (Mateus 23:23) e censurou-os por negligenciarem os preceitos mais importantes da lei (justiça, misericórdia e fidelidade).
Graças ao Senhor Jesus não estamos submissos a Lei Mosaica e suas mais de 600 ordenanças, estamos sim submissos a Lei de Cristo, a Lei do Amor, da misericórdia, do perdão... Quem ama cumpre a Lei de Deus. Sempre que alguém pedir que cumpra algo do rito religioso que tenha mais a ver com a era Mosaica que com a época da Graça, lembre-se: esse alguém está pedindo a você um retrocesso na fé e mais grave que isso, está pedindo mesmo que inconscientemente que ignore o Cristo e o sacrifício feito na cruz; Está também pedindo que despreze as últimas palavras ditas pelo Salvador antes da ressurreição: Está consumado! Ignorar isso é como pisar a cruz e afirmar para Deus, eu consigo com minha própria força, por meus próprios méritos!
Graças ao Senhor Jesus não estamos submissos a Lei Mosaica e suas mais de 600 ordenanças, estamos sim submissos a Lei de Cristo, a Lei do Amor, da misericórdia, do perdão... Quem ama cumpre a Lei de Deus. Sempre que alguém pedir que cumpra algo do rito religioso que tenha mais a ver com a era Mosaica que com a época da Graça, lembre-se: esse alguém está pedindo a você um retrocesso na fé e mais grave que isso, está pedindo mesmo que inconscientemente que ignore o Cristo e o sacrifício feito na cruz; Está também pedindo que despreze as últimas palavras ditas pelo Salvador antes da ressurreição: Está consumado! Ignorar isso é como pisar a cruz e afirmar para Deus, eu consigo com minha própria força, por meus próprios méritos!
Quer entender melhor o seu papel como cristão? E evitar confusões genéricas ensinadas? Leia umas três vezes o livro aos Hebreus, peça a orientação e inspiração divina... Procure ler textos completos, não deixe que os versículos te atrapalhe e lembre-se epígrafes foram inseridas muito, muito tempo depois, não faz parte do Original, e pode até atrapalhar em alguns casos.
De novo declaro a todo homem que se deixa circuncidar que está obrigado a cumprir toda a lei. Vocês, que procuram ser justificados pela lei, separaram-se de Cristo; caíram da graça. Pois é mediante o Espírito que nós aguardamos pela fé a justiça que é a nossa esperança. Porque em Cristo Jesus nem circuncisão nem incircuncisão têm efeito algum, mas sim a fé que atua pelo amor. Gálatas 5:3-6
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